Como
seria a educação se não existisse mais o Ministério da Educação controlando
tudo? É aceitável que nossos filhos sejam tratados como “propriedades” do Estado?
É possível que meia dúzia de burocratas possa ter um cálculo pedagógico
suficiente para saber do que precisam os milhares de crianças e adolescentes
espalhados por esse país e mundo afora? Como era a educação antes do controle
estatal? Por que o currículo é o mesmo para todos se as pessoas são diferentes?
Essas e outras perguntas são
levantadas por este livro que procura polemizar com o que se prega em matéria
de educação.
Ele mostra que, sob o controle
do Ministério da Educação, não há como eliminarmos o fracasso do ensino. Até
poderemos melhorar os dados e o ranking, mas educação é mais do que estudantes
aptos a resolver cálculos matemáticos e a interpretar textos. Conta muito o
respeito a sua inteligência emocional, sua vocação para futuras ocupações,
valores positivos que são suficientes para promover sua vida para frente e,
principalmente, uma escola que atenda seus reais interesses, buscas e
necessidades, que são exclusivas de cada um.
O livro propõe como solução o
livre mercado em educação, de forma que qualquer pessoa, da dona de casa,
passando pela professora autônoma, a família, tutores ou donos de escolas
possam oferecer o serviço de educação que atenda aos interesses de cada
família. Isso poderia promover a aparição de experiência em educação jamais
imaginadas, e quem ganharia com isso seriam os estudantes.
O livro marca que educação não é
direito, mas simplesmente um serviço, um paradigma que muda totalmente as
concepções de educação, a começar pela percepção autoritária atual em que um
pai tem problemas com a lei se não manda seu filho à escola, se escolhe outra
pessoa para tutelá-lo ou se o educa em casa.
A concepção de livre mercado em
educação permitiria vislumbrar que a carga horária, o número de anos na escola,
o currículo e as metodologias deveriam ser escolhas dos pais, não a imposição
de um órgão estatal que dita como as coisas devam ser. Isso, inclusive,
acabaria com o debate entre conservadores e progressistas acerca de doutrinação
na escola, já que cada família escolheria para seu filho o tipo de escola que
estivesse em harmonia com seus valores.
