domingo, 13 de agosto de 2017

Livro: Educação sem Estado





Como seria a educação se não existisse mais o Ministério da Educação controlando tudo? É aceitável que nossos filhos sejam tratados como “propriedades” do Estado? É possível que meia dúzia de burocratas possa ter um cálculo pedagógico suficiente para saber do que precisam os milhares de crianças e adolescentes espalhados por esse país e mundo afora? Como era a educação antes do controle estatal? Por que o currículo é o mesmo para todos se as pessoas são diferentes?
                Essas e outras perguntas são levantadas por este livro que procura polemizar com o que se prega em matéria de educação.
                Ele mostra que, sob o controle do Ministério da Educação, não há como eliminarmos o fracasso do ensino. Até poderemos melhorar os dados e o ranking, mas educação é mais do que estudantes aptos a resolver cálculos matemáticos e a interpretar textos. Conta muito o respeito a sua inteligência emocional, sua vocação para futuras ocupações, valores positivos que são suficientes para promover sua vida para frente e, principalmente, uma escola que atenda seus reais interesses, buscas e necessidades, que são exclusivas de cada um.
                O livro propõe como solução o livre mercado em educação, de forma que qualquer pessoa, da dona de casa, passando pela professora autônoma, a família, tutores ou donos de escolas possam oferecer o serviço de educação que atenda aos interesses de cada família. Isso poderia promover a aparição de experiência em educação jamais imaginadas, e quem ganharia com isso seriam os estudantes.
                O livro marca que educação não é direito, mas simplesmente um serviço, um paradigma que muda totalmente as concepções de educação, a começar pela percepção autoritária atual em que um pai tem problemas com a lei se não manda seu filho à escola, se escolhe outra pessoa para tutelá-lo ou se o educa em casa.
                A concepção de livre mercado em educação permitiria vislumbrar que a carga horária, o número de anos na escola, o currículo e as metodologias deveriam ser escolhas dos pais, não a imposição de um órgão estatal que dita como as coisas devam ser. Isso, inclusive, acabaria com o debate entre conservadores e progressistas acerca de doutrinação na escola, já que cada família escolheria para seu filho o tipo de escola que estivesse em harmonia com seus valores.


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Livro: Pedagogia libertária



“Pedagogia libertária” defende uma educação centrada no aluno como um fim em si mesmo, orientada por um viés individualista, com defesa do livre mercado e do seu papel na construção da riqueza, valorizando a educação como serviço baseado nas aspirações dos estudantes sob os cuidados de seus pais, e com a defesa do discernimento como o guia da vida, e dos instintos materno e paterno como os verdadeiros condutores na educação do filho.
O livro opõe-se às pedagogias que, em cem por cento, têm uma natureza coletivista; são anticapitalistas, invasivas aos valores familiares e individuais e, além disso, cobram autossacrifício do estudante, transformando-o em justiceiro social e em ativista ambiental.
            “Pedagogia libertária” rejeita o controle estatal da educação, pois seu órgão regulador, o Ministério da Educação, faz a má ação de impedir formas criativas de serviço para suprir a demanda de cada um dos estudantes e de suas famílias.  De maneira arrogante, achando que tem o cálculo pedagógico, impõe um currículo padronizado para todos por meio de uma educação compulsória, sob a ameaça aos pais que se negarem a passar por ele .
O livro critica o desrespeito aos valores das famílias e do aluno (sexualidade, ética, moral e religião), haja vista que grupos corporativistas se infiltram no Estado para impor suas fantasias e preferências ideológicas para que os pais aceitem como verdade.
            Finalmente, cobra a liberdade em educação, de forma que tudo parta e termine no estudante: escola é serviço; educação é serviço; e ninguém mais do que o aluno e seus pais sabem o que é melhor para si e são esses que devem ter o controle do que precisam aprender, do que querem desenvolver e aonde querem chegar. São eles que têm o direito de escolher que currículo querem a partir dos inúmeros que poderiam surgir se houvesse livre mercado em educação.

Leia em Amazon.com.br


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Três comentários-desabafo #Anarcofilosofia



      O vídeo faz três críticas: 1) à frase de Sócrates "A vida sem reflexão não merece ser vivida"; 2) à expressão acadêmica "utilizar o autor x para 'lançar uma luz'"  e 3) à frase "Quando encontrares a luz, vai buscar o seu amigo que está em trevas".

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Livro: Pedagogia do Indivíduo



“Pedagogia do Indivíduo” opõe-se às pedagogias que, em cem por cento dos casos, têm uma concepção coletivista de pensar a educação, o que fatalmente recai na formação de pessoas condicionadas à servidão social, que aceitam se anular em prol do bem comum, sacrificando-se, ou seja, aceitando ser um meio (objeto) para a realização das utopias de grupos dominantes.
Ao contrário dessa linha, o livro mostra a importância de se conceber o indivíduo como um fim em si mesmo, o que significa retirar dele qualquer cobrança de autossacrifício em prol do mundo ou qualquer estímulo à militância em prol da justiça social e de ações ambientalistas.
Opõe-se: à educação controlada pelo Ministério da Educação, de natureza padronizada e inflexível; à ideia de bem comum; à doutrinação ética, moral, política e religiosa; à ideia de uma escola maior do que a família e o estudante; à defesa de utopias seja de direita ou de esquerda que justificam ensinamentos para que a sociedade “dê certo”; e à análise das questões e problemas por meio de um viés coletivista; e defende, no seu lugar: a Educação como um serviço demandado pelas famílias, com formas alternativas e criativas para serem oferecidas de acordo com o interesses delas; o bem individual acima de qualquer coisa com limite único e exclusivo na vida, liberdade e propriedade do outro; o uso do discernimento como verdadeiro guia da vida; a defesa dos pais como os verdadeiros educadores porque têm a seu favor a vocação natural, da qual os instintos e o discernimento são exemplos; a aceitação da realidade externa ao indivíduo, com total ênfase nos cuidados pessoais, com o argumento de que a melhoria da realidade advém das trocas voluntárias, do comércio, dos inventos, das tecnologias, em fim, por meio do livre mercado; por fim, a favor de um viés individualista na análise das questões.
            Trata-se de uma pedagogia que vai pela contramão do que existe em matéria de educação dentro e fora do Brasil.



quinta-feira, 1 de junho de 2017

Livro: Anarcofilosofia



            AnarcoFilosofia faz uma abordagem politicamente incorreta dos temas e da história da filosofia, destacando a visão de mundo dos homens de negócio e das “pessoas de ação”, os quais se orientam pelo discernimento, pela intuição e pelos instintos, em contraste com o pensamento dos “homens de ideias” – os filósofos e os intelectuais.
            O livro revisa temas da filosofia, ao destacar que o estudo da ética, por exemplo, é negativo porque desconsidera a individualidade, já que tem em conta uma “verdade comportamental”, o que, evidentemente, é contrário à ideia de liberdade individual e ao fato de que o limite único para a ação humana deve ser a vida, a liberdade e a propriedade alheia (a propriedade, em termos gerais), não uma ideia ou um conceito de certo e errado criado por alguém. Destaca que o estudo da política apresenta as ideias sobre a organização em torno do Estado, sem avançar para o questionamento desse ente representativo, por exemplo, considerando ideias sobre o anarcocapitalismo e seus pensadores.
            Revisa também a história da filosofia, desde os pré-socráticos, destacando a natureza coletivista e antinatural de muitas ideias desses pensadores, sempre interessados ou sobre um ideal, que nega a vontade individual, ou sobre a valorização de reflexões a respeito dos problemas sociais e existenciais, que buscam tentar frear a ação das pessoas na aventura pela vida, estimulando o enquadramento de seus comportamentos a padrões ou sistemas de ideias, o que tende a trazer, como consequência, o autoabandono dos que se rendem à contemplação delas.
            A ideia do livro é fazer uma crítica aos sistemas de ideias como sendo agressivos ao discernimento, ao instinto e à realização do indivíduo, o que faz da filosofia, não um mecanismo de libertação pelo tal do senso crítico, como se divulga, mas um estudo que cega o discernimento (um mecanismo natural tão importante para iluminar a caminhada das pessoas) e estimula um comportamento automático, porque baseado nas ideias alheias, não na maneira pessoal de se ver as coisas, algo igualmente contrário à sua proposta de libertação, conforme tanto se afirma. Dessa forma, o sujeito sai de um automatismo e passa a outro, porque só muda de modelo de programação mental.
            A orientação dos questionamentos e dos estudos filosóficos consagrados busca chocar-se contra a Natureza e a ordem natural das coisas, com uma proposta de “correção” do pensamento para se chegar a definições, padrões e sistemas ideais, negando o que há de mais libertário na vida humana, que é a vontade individual, algo bastante apreciado pelas “pessoas de ação” e pelos homens de negócio, os quais querem viver a vida com fé, natural ou religiosa, sem duvidar de como as coisas são e porquê são.
            Boa parte dos questionamentos filosóficos, nesse sentido, constitui-se em fantasias que não encontram paralelo na realidade, mas que encantam cultivadores dessa matéria, que veem o pensamento como algo mágico capaz de mudar as coisas e construir o mundo de suas utopias e das utopias dos filósofos, da qual a assessoria de um pensador a um absolutista (ditador), como pregava Voltaire, é um ótimo exemplo. E, sua prática nas escolas e universidades, que tem uma orientação de subversão aos valores capitalistas, prega, como substituto, os valores coletivistas e socialistas, jamais a libertação do indivíduo do verdadeiro ente opressor, que é o Estado, porque, no fundo, trata-se apenas de convencer quem é que controla melhor as pessoas para que a vida “dê certo”: a esquerda ou a direita.
            O livro também destaca o quanto a filosofia estimula a desvalorização da observação e da práxis, como métodos de percepção da realidade, porque seu estudo se centra no “mundo das ideias”.
            E, finalmente, critica a investida dos intelectuais contra os homens de negócios, tratados como inferiores e superficiais, e contra as “pessoas de ação”, como sendo alienadas, apenas porque não leram Kant ou Sartre.
            Trata-se de uma abordagem que vai pela contramão do que se ensina ainda hoje sobre filosofia nas escolas e nas universidades.
            Leia em Amazon.com.br