quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Vídeo: Porque essa educação coloca a inteligência cognitiva acima do trabalho e das realizações pessoais

      A escola que temos coloca a inteligência acima do trabalho, da ação e das buscas pessoais. É claro que a vocação de uma escola é trabalhar os aspectos ligados à aprendizagem. Mas todos os que trabalham em educação creio que têm claro que aprendizagem é apenas meio, que o objetivo da vida é fazer as coisas que são importantes para nós; é fazer; é realizar; não vejo sentido nessa supervalorização da inteligência, já que ela está na categoria do potencial: o que importa na vida é fazer as coisas.

Vídeo: Porque essa educação agride a inteligência emocional

     A única inteligência considerada pela escola é a inteligência cognitiva. A escola que temos ainda acredita que uma criança e um adolescentes são cérebros em formação que precisam ser alimentados por inúmeras informações. Depois da aparição da teoria das inteligência múltiplas, isso melhorou um pouco, já que, hoje, se tem clara a existência de outras inteligências, como a motora, a musical, a espacial e tantas outras.
     O problema é que a escola não leva em conta a inteligência que faz toda a diferença na vida de uma pessoa, que é a inteligência emocional. Na verdade, ela até trabalha a inteligência emocional, mas por uma via negativa. Os estudantes são estimulados a orientarem suas vidas pelo viés do medo, do controle, do foco nos problemas do mundo e da dependência ao invés de se motivarem pela coragem, pela liberdade, pelos riscos calculados, pelo foco nos projetos pessoais de vida e pela emancipação.

Vídeo: Porque essa educação transforma solidariedade em obrigação social

     Já disse em outro vídeo que solidariedade é um aspecto da nossa natureza. É um tipo de sentimento que nos leva à ação sempre que somos tocados, no dia a dia, e queremos estender a mão a alguém. Solidariedade, quando parte de um impulso voluntário é bom, porque está relacionado a um aspecto da nossa natureza que é a satisfação de fazer algo que nos dá prazer porque baseado na liberdade.
     O problema é que a escola que está aí transformou a solidariedade em obrigação. Aliás, se isso não fosse verdade, ela não teria colocado o tema da solidariedade nos documentos pedagógicos e no currículo. Ou seja, ela acredita que as pessoas devem ser educadas à solidariedade, o que significa que os gestores em educação não creem que a solidariedade é um aspecto natural. Assim, um ato benéfico, que poderia promover satisfação em quem o pratica, virou obrigação no pacote da doutrinação socialista.

Vídeo: Porque o currículo dessa educação é antipragmático

      O currículo dessa educação é antipragmático. E o mais engraçado é que as pessoas entendem isso, mas continuam acreditando que um currículo único é o melhor caminho para garantir boa formação aos estudantes. Pessoalmente não tenho um currículo ideal e creio que nem deveria haver um, já que as pessoas são diferentes, têm interesses e aspirações diferentes. 
     O que precisamos é de liberdade nas instituições escolares para que elas possam criar currículos diferentes oferecidos para diferentes crianças e adolescentes e que cada pai julgue se vai colocar seu filho na escola A, B, C ou D a partir dos interesses que percebem nos seus filhos.

Vídeo: Porque essa educação conspira contra o mercado

      O sistema atual de educação faz uma conspiração diária contra os valores da sociedade de mercado, os valores do capitalismo, tais como: propriedade privada, livre iniciativa, lucro, individualidade, busca por realização pessoal. Os estudantes continuam ouvindo na escola e lendo nos livros didáticos de História, de Geografia, de Sociologia e de Filosofia que as causas dos problemas sociais estão relacionadas ao capitalismo, ao lucro dos empreendedores e empresários perversos que exploram as pessoas, quando basta ver que, nesses últimos dois séculos, as condições de vida têm melhorado por causa do capitalismo. Mas os estudantes aprendem a valorizar na escola líderes políticos e sociais, Prêmios Nobel da Paz, e nunca empreendedores. Acho difícil que esse discurso perca sua força já que ele é a regra nas universidades e também pelo fato de que ele se alimenta do vitimismo social, que faz parte do que as pessoas ouvem desde crianças e, às vezes, durante toda sua vida.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Vídeo: Por que não Acredito nessa Educação (por dentro do livro)


            Esse sistema de educação agride o discernimento dos estudantes com as doutrinações que impõe. Anula também o individualismo deles com propostas coletivistas, com ideias como bem comum e bem social, o que usurpa as liberdades individuais e o verdadeiro bem, que é o bem individual. Destrói também a subjetividade dos estudantes com propostas de autossacrifício na luta por um mundo melhor. Ameaça constantemente a liberdade individual com propostas de intervenção social, fazendo-os crer que são responsáveis pelo mundo, pelas outras pessoas e, portanto, devem se abandonar, devem abandonar o seu projeto pessoal de vida. Além disso, esse sistema desvaloriza o papel da família na educação dos filhos; desconsidera que ela é a mais interessada e a mais capacitada na educação dos filhos porque tem a seu favor os instintos naturais, a intuição e o discernimento e, portanto, ela é muito mais capacitada a educar seus filhos do que qualquer pedagogo, doutor em educação ou ministro da educação. Esse sistema atual de educação ainda pratica um moralismo que desconsidera a medida do que cada um é. Além disso, ele destrói o processo de emancipação dos estudantes uma vez que age contra os mecanismos naturais e instintivos de autoproteção, autopreservação, autorrealização, autonomia e capacidade de cuidar de si próprio, já que ele cria obrigações nos estudantes, o que só mostra que os que o controlam não acreditam que cada um é dotado de capacidades naturais de cuidar de si e, portanto, um precisa fazer a parte do outro, o que traz como consequência para a vida desse outro a crença de que ele não é capaz de cuidar de si, ou seja, depende de alguém; e à pessoa que estende a mão acaba se autoabandonando. O resultado é que ninguém cuida de ninguém e muitos deixam de cuidar de si, ou seja, um autoabandono coletivo. Outra coisa muito grave é que os estudantes têm os seus instintos de autoproteção agredidos o tempo todo por ouvirem ideias fantasiosas de melhoria do mundo e do homem, o que baixa suas defesas, deixando-os vulneráveis a serem violentados pelos outros. Aliás, esse sistema de educação, ao invés de defender os direitos naturais, como a vida, a liberdade e a propriedade privada, na verdade, está o tempo todo colocando na cabeça das pessoas ideias de vitimização ou de falsa compaixão, no sentido de que justifica que aquele que violentou a vida do outro e que tirou do outro faz isso porque é um desfavorecido socialmente, o que acaba deturpando a ideia de direitos naturais. E ainda, nessa linha, esse sistema de educação cria pessoas vitimistas ao invés de pessoas responsáveis por si mesmas. Colocam na cabeça dos estudantes que o que ocorre com eles é por culpa do sistema, do capitalismo, da ordem de coisas. E, claro, uma vítima não pode fazer nada para se defender, para melhorar a própria vida, para levar sua vida adiante; a única coisa que ela pode fazer é lamentar, o que é algo absolutamente abominável, pois apenas quando o indivíduo percebe o quanto é responsável por si (responsável, não culpado!), o quanto ele é dotado de características naturais de emancipação, de autoempodeiramento, é que pode passar por uma transformação interior, de forma que ele se capacite ou empodere para conseguir realizar as coisas que são importantes para sua vida e, antes de mais nada, para cuidar de si. Esse sitema de educação conspira contra os valores da sociedade de mercado; critica o lucro, a propriedade privada, a livre iniciativa, o empreendedorismo e, como consequência, vamos amargando o fato de que poderíamos ter mais liberdade comercial, mais oportunidade de trabalho e mais prosperidade e, ao invés disso, acabamos vendo a realizade que temos hoje. Outra coisa que causa desgosto na educação que está aí é o fato de que os estudantes recebem uma leitura socialista e baseada em uma psicologia vitimista em termos da compreensão do mundo; não chega para eles uma leitura liberal, no sentido de perceber o quanto um mundo mais livre seria melhor e o quanto as pessoas deveriam se ver como responsáveis pela própria vida e não como vítimas. E um outro problema dessa educação é que o seu currículo é antipragmático. E o problema é que, para se solucionar isso, fica-se o tempo todo em laboratórios e em pesquisas de universidades, tentando chegar a um currículo ideal, quando, na realidade, a melhor saída seria a existência de um currículo livre, sem a tutela do Ministério da Educação, que cada escola pudesse oferecer currículos diferentes, e que cada família pudesse escolher a escola A, B, C ou D, de acordo com o que estivesse em harmonia com a vocação e aspiração de seu filho.

Vídeo: Porque essa educação forma pessoas vitimistas ao invés de pessoas responsáveis por si

           A educação que temos hoje é orientada por um viés de uma psicologia vitimista, o que significa que forma pessoas para acreditarem que são vítimas do mundo, do sistema, da ordem das coisas. Ora, uma vítima não pode fazer nada contra aquilo que está sofrendo ou passando a não ser lamentar e seguir com sua vida sem resolver os próprios problemas. Creio que precisamos de uma psicologia que combata essa psicologia tradicional, uma psicologia que chamo de psicologia da autorresponsabilidade, que tenha em conta trazer para o estudante, para o indivíduo, em geral, a responsabilidade da própria vida (não falo de culpa, já que com ela não se consegue nada, não se chega a lugar nenhum; não se trata disso). Autorresponsabilidade é a percepção de que cada um é responsável por si; de que é dotado de condições fundamentais para cuidar da própria vida e para realizar os objetivos pessoais. Diferentemente da psicologia vitimista, que é a psicologia tradicional, esse discurso estimula, emancipa, empodera o indivíduo, para que ele possa buscar dentro de si os recursos naturais dos quais é dotado para viver seu projeto pessoal de vida
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Vídeo: Porque essa educação cobra autossacrifício dos estudantes

             A educação que temos hoje está o tempo todo cobrando autossacrifício do estudante para que lute por um mundo dito melhor. Evidentemente que esse discurso consegue conquistar uma boa parte dos alunos porque aguça ideia de heroísmo e de pertencimento. Mas outra parte sofre com esse discurso porque, para muitas pessoas, o importante é viver a própria vida, sair de casa, trabalhar, cuidar de si e viver seus objetivos de vida. E esse discurso de autossacrifício acaba trazendo a ideia de obrigação e ferindo os anseios de liberdade individual.

Vídeo: Porque essa educação atrapalha a emancipação dos estudantes

               Sim. a educação que temos hoje não consegue promover a emancipação dos estudantes. E basta perceber pela incoerência que temos, uma vez que o estudante é cobrado a fazer o que é responsabilidade dos outros. Isso só mostra que não se acredita que cada um é responsável por si e capaz de cuidar de si. Do contrário, não haveria esse discurso de transferência de responsabilidade. O resultado disso é que um é estimulado a cuidar do outro; o outro a cuidar do outro e, com isso, as pessoas deixam de cuidar de si próprias, o que traz como consequência um fracasso na emancipação, que é o estágio em que cada um está apto a cuidar de si.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Vídeo: Porque essa educação desconsidera o papel da família na educação do filho

         De fato, a educação que está aí diminui e desvaloriza o papel da família na vida do estudante. Não por parte dos professores que, evidentemente, querem trazer os pais para próximo do seu trabalho como parceiro porque sabem que a presença deles é fundamental. Mas do ponto de vista dos pesquisadores em educação, a família tem um papel secundário, quase nunca comparece nos debates e nos textos que eles escrevem. E isso é compreensível porque eles querem defender a fantasia das suas pesquisas e acreditam que é possível educar crianças e adolescentes por meio dessas ideias fantasiosas. E todas as pessoas que gostam de se iludir com fantasias negam o caráter natural que existe na vida, como, por exemplo, os instintos materno e paterno que são os mais eficazes na educação de um filho do que qualquer teoria pedagógica, o que faz dos pais os mais interessados e capacitados a educar os filhos.

Vídeo: Porque essa educação ameaça diariamente as liberdades individuais

     Sim. A educação que temos ameaça diariamente as liberdades individuais. E de que forma podemos perceber isso? Podemos por meio do discurso da intervenção social, que é a exigência de que as pessoas participem ativamente da luta por melhoria no mundo, por justiça social e por preservação ambiental, o que não poderá ser feito sem autoabandono. E tal discurso justifica a presença de um Estado cada vez maior e intervencionista na vida das pessoas, criando leis injustas, transferindo de uns para dar a outros, legislando contra os indivíduos e avançando na sua privacidade.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Vídeo: Porque essa educação promove uma anulação diária do individualismo do estudante

               A educação que temos promove a anulação do individualismo do estudante. E basta você perceber que todo o discurso dentro da escola é coletivista. Estimula-se o tempo todo que o estudante seja um militante de causas sociais e ambientais, e nenhuma importância é dada a seu projeto pessoal de vida.

Vídeo: Porque essa educação promove uma agressão diária do discernimento do estudante

            Sim, o atual sistema de educação promove uma agressão diária ao discernimento do estudante. E de que forma? Ele faz isso de várias maneiras, entre as quais por meio da doutrinação. O que só mostra que os gestores em educação não acreditam que o estudante tem a capacidade natural de interpretar as coisas por ele próprio. Esses gestores não acreditam que ele é dotado de algo chamado discernimento, que é a capacidade natural que temos de ver as coisas e de tomar decisões a partir do nosso juízo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Vídeo: A história é uma busca por realização pessoal, não uma luta de classes

              Uma das coisas que os alunos aprendem em aulas de história é a velha máxima de que a história é uma luta de classes. Aprendem que opressores contra oprimidos constituem um padrão constante da história. Quando é que os estudantes aprendem que a história é uma realização de um projeto pessoal de vida, um projeto deles, e que a história que importa é a história que eles construírem para si.

Vídeo: Os verdadeiros revolucionários da história: inventores, empreendedores e cientistas

                Quem são os maiores revolucionários da história? Quem são os que mais melhoraram as condições de vida das pessoas? Da minha perspectiva não é nenhum dos nomes que você possa estar pensando: os maiores revolucionários da história são os inventores, os cientistas e os empreendedores. São essas pessoas que, pensando no próprio interesse, contribuíram de forma indireta para a vida das pessoas.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Vídeo: Liberdade exige total ausência de obrigações sociais

    É interessante notar que as pessoas, em bares, em bate-papo familiar, exaltam a importância e o valor da liberdade. E essas mesmas pessoas, em outros momentos, cobram que haja intervenção governamental e pessoal para que as coisas deem certo, para que haja controle social. O fato é que essas duas coisas são incompatíveis. O gosto pela liberdade ou a intervenção social é o que gera posturas do tipo liberal ou socialista. Os que amam realmente a liberdade precisam saber que ela exige total ausência de obrigações sociais e de intervenção. Se realmente quisermos levar a liberdade a sério, precisamos ter isso em conta.

Livro: Por que não Acredito nessa Educação

           A educação que está aí agride o discernimento do estudante com a doutrinação que impõe; anula o individualismo e a liberdade individual, justificando isso com suas propostas coletivistas para uma sociedade melhor; massacra os projetos pessoais de vida com a imposição de autossacrifício para salvar o mundo e para garantir uma suposta justiça social; crê que burocratas e pesquisadores em educação podem fazer mais por uma criança e um adolescente do que seus pais; defende uma escola intervencionista na vida do estudante; prega um conceito de moral que ignora a medida de cada um; destrói os instintos naturais de autoproteção, autovalorização e autorrealização; conspira contra os valores da liberdade; conspira contra a sociedade de mercado; impõe um viés socialista e baseado em uma psicologia vitimista para leitura do mundo; ignora a vontade pessoal ao impor um visão racionalista das coisas; tem um currículo antipragmático; destrói a inteligência emocional ao promover a manipulação das ações dos estudantes por meio de emoções negativas, como o medo, a dúvida e a culpa; ignora que aprendizagem é apenas meio, pois o que conta na vida é a realização de objetivos pessoais.

Vídeo: Sim à valorização da responsabilidade individual; não às políticas compensatórias

                Não sei se por intuição ou porque razão, mas creio que todos somos dotados de condições para fazer as coisas que são importantes para nós. Rejeito qualquer forma de política compensatória, como cotas, por exemplo, que vicie esse jogo, criando injustiça. Creio que as pessoas devem buscar as coisas importantes para si com o próprio esforço pessoal e que não pode haver intervenção estatal nesse caminho, o que só gera distorções e estimula conflito entre as pessoas.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Vídeo: Aceitar as coisas como são acalma; senso crítico é uma perturbação e leva ao autoabandono

          Somos educados na escola a pensar nas coisas de fora da nossa vida. O que menos fazemos ou o que raramente fazemos é pensar em nossos objetivos de vida. Pensar em nós é sempre visto como egoísmo e como coisa a ser desprezada. É isso que ouvimos na escola. Aprendemos que devemos ter atenção para com os problemas do mundo e que devemos lutar para resolvê-los.   Aprendemos que devemos ter um senso crítico para isso.
         Você pode aceitar essa tese se quiser. Eu, porém, gostaria de considerar que existe um senso negado pela escola, que é o senso natural chamado discernimento, que é o senso que favorece nossa autopromoção como indivíduo. Esse senso, sim, merece nossa valorização, pois o seu resultado é a luz de que necessitamos para caminharmos e cumprirmos nossos objetivos pessoais. Enquanto o senso crítico tira nossa paz interior e nos leva ao autoabandono, o senso natural (o discernimento) nos acalma e traz serenidade para nossa vida.

Vídeo: Aprendizagem é apenas meio; o que realmente conta na vida é o que realizamos

         Por alguma razão as pessoas estão convencidas de que uma vida baseada na contemplação do conhecimento é uma vida mais interessante do que uma vida baseada na realização de coisas pessoais. De fato, as pessoas são mais interessadas em aprender do que em fazer. Aliás é sempre repetido o ditado "é vivendo e aprendendo". Você nunca ouve algo do tipo "é vivendo e realizando"; "é vivendo e realizando". Muitas pessoas, porém, só tem prazer em uma vida baseada em realizações pessoais. Para estas, aprendizagem é apenas meio: o fim é realizar.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Vídeo: Individualismo versus coletivismo

        A oposição entre individualismo e coletivismo está muito longe de acabar. Creio que um dos problemas em torno dessa discussão é que, para liberais e libertários, o coletivismo deve ser o resultado natural de buscas individuais, ou seja, o individualismo deve ser o ponto de partida das ações humanas. Já, para socialistas e coletivistas não; para esses o coletivo está acima de qualquer individualidade; defendem planejamento centralizado e acabam atraindo o gosto da maioria das pessoas, pois, em geral, elas preferem acreditar que os outros cuidarão melhor delas e farão mais por elas do que elas próprias.
        O problema é que o coletivismo leva à servidão, colocando sempre em risco às liberdades individuais.

Vídeo: Responsabilidade social é um pedido de benção dos capitalistas aos socialistas

               O tema da responsabilidade social surge no início do século XX nos Estados Unidos e, no Brasil, apenas no final do século. Ele trata da discussão da responsabilidade dos empresários na sua relação com a sua atividade e os consumidores. A responsabilidade social é como a solidariedade: ambas são ações espontâneas que acabam perdendo o sentido devido ao caráter de obrigatoriedade. Assim, um empresário do ramo da celulose, por exemplo, ao invés de investir em replantio de árvore, o que faz sentido dentro da sua atividade, acaba tendo de criar alguma fundação que distribua benefícios para passar a ideia de que não é malvado e, portanto, também faz o bem às pessoas. Na realidade, a responsabilidade social não deixa de ser uma manipulação dos socialistas aos capitalistas.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Vídeo: Os problemas em torno da ideia de direito social

           Se os indivíduos decidem que querem direitos sociais precisam ter claras algumas questões ou uma rede de causalidades: direito social é igual à Estado grande e inchado, interventor na vida das pessoas, das famílias, dos negócios, da economia, das liberdades individuais.
          Os verdadeiros direitos nascem com os indivíduos e são os direitos naturais: o direito à vida, à liberdade e à propriedade. Direito social é um caminho arriscado para perda da liberdade individual.

Vídeo: Preocupações coletivistas são contrárias às liberdades individuais

          Acho estranho quando vejo um liberal discutindo questões sociais do tipo como acabar com a pobreza. Creio que perguntas como essas pertencem aos coletivistas e aos socialistas, pois elas evocam a solução por meio do Estado interventor, que sempre vai esbarrar no controle das pessoas e no sufocamento das liberdades individuais.
           Amantes da liberdade devem ter claro que a pergunta que cada um pode fazer a si mesmo é como se pode fazer para conseguir melhorar a condição pessoal de vida. Qualquer pergunta de natureza coletivista é contrária às liberdades individuais.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Vídeo: Toda a bibliografia que temos em educação é de esquerda

               Já no primeiro livro desta série, educação liberal, disse que não tive como me basear em bibliografia para escrita de meus livros porque tudo que se escreve sobre educação tem um viés socialista, coletivista e baseado em uma psicologia vitimista. É, na realidade, uma bibliografia de esquerda. O que fiz foi me basear nas ideias do liberalismo clássico, do libertarianismo, nos ideais de liberdade que movem as pessoas em várias partes do mundo e, claro, em minha experiência profissional em duas décadas como professor e, especialmente, em minha vida. Juntei todas essas coisas e saíram os cinco livros desta série.

Vídeo: A família: o verdadeiro doutor em pedagogia e ministro da educação



              E por que a família é o verdadeiro doutor em pedagogia e ministro da educação? Primeiro porque eles são os mais interessados em que o filho vá bem na vida. Segundo porque eles têm a seu favor os instintos naturais, como a intuição e o discernimento, que favorecem ações na dose correta para que haja efeitos positivos na vida dos filhos. Achar que um intelectual ou um burocrata podem saber mais para educar um filho do que seus pais é realmente uma grande ignorância.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Vídeo: Educação para os direitos naturais

           Um dos papéis que a escola pode ter é o de reforçar a ideia de direito natural/humano tal qual foi proposta na sua gênese: o direito à vida, à liberdade, à propriedade e à busca da felicidade. Deve marcar bem que não se pode tolerar desrespeito a esses direitos e, portanto, devem-se desprezar psicologias fantasiosas que tentam criar justificativas para comportamentos de violação aos direitos naturais/humanos das pessoas, o que significa, na prática, jogar fora toda a ideia original de direito natural.

Vídeo: Pedagogia liberal (por dentro do livro)

         O livro traz uma proposta de pedagogia antagônica às pedagogias que estão aí: defende a valorização da individualidade por oposição ao coletivismo que chega às escolas e que sufoca os estudantes e seus projetos pessoais de vida; critica o tal do senso crítico, que nada mais é do que o senso marxista, propondo, no seu lugar, a valorização do discernimento pessoal do estudante; propõe também a ideia de uma escola mínima ou não intervencionista como uma forma de proteger os estudantes da doutrinação e do moralismo; faz a apologia ao viés liberal para interpretação da realidade no lugar do viés socialista e de uma psicologia vitimista. Em suma, apresenta uma nova abordagem na forma de conceber a educação. É uma proposta absolutamente antagônica às pedagogias consagradas pela escola.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Vídeo: Educação liberal é contrária a moralismos

     Uso o termo moral no canal e em meus livros com o sentido de valores, ideias e doutrinas definidos por um grupo e que são impostos para que todos sigam, acatando em termos de certo e errado. Como acredito na liberdade individual, sou absolutamente contra qualquer coisa que signifique imposição externa e limitação da ação humana. Só há um limite para isso, que não é a lei, nem o governo, nem a moral convencional: é a vida, a liberdade e a propriedade do outro.

Vídeo: A essência da vida é a realização da nossa vontade

     A educação que está aí é contra a ideia de vontade pessoal. Os estudantes aprendem que devem tomar decisões baseadas no que os outros consideram bom, em falas de autoridade, em estatísticas, em pesquisas, jamais observando a própria vontade. Aprendem, inclusive, a se sacrificar para salvar o mundo, o que significa desprezar a própria vontade. Não é sem razão que muitos ficam perdidos, sem conseguir fazer suas vidas avançarem.

Vídeo: Educação para a autoafetividade

      A afetividade é uma prática natural existente entre seres para criar vínculos importantes, como, por exemplo, entre pais e filhos, para garantir os cuidados necessários na educação e entre casais, para estimular o vínculo da convivência. Mas existe muita confusão sobre o tema, pois muitos relacionam afeto à dependência emocional, o que é algo bastante prejudicial à pessoa, pois cria barreiras ao seu sucesso pessoal. Educar para a autoafetividade é educar para que os estudantes percebam que são responsáveis por dar a si aquilo que buscam nos outros: amor, carinho, atenção e cuidados especiais. Estar com o outro e trocar afetos deve ser algo gratuito e voluntário, não mais uma das tantas obrigações impostas pelas pessoas e pela escola.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Vídeo: O viés liberal na leitura de mundo

            Os temas trabalhados na escola são orientados por um viés socialista e por uma psicologia vitimista e objetivam justificar, nas análises, que o sujeito é vítima do que passa na vida.
           Falta um olhar liberal na interpretação da realidade para levar aos estudantes a visão de que são responsáveis (não culpados) por criar o próprio destino e que têm a seu favor as capacidades para isso.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Vídeo: Currículo pragmático

                O que eu chamo de currículo pragmático é um currículo baseado na realidade, especificamente na utilidade ou funcionalidade que tem para a vida da pessoa. Muita coisa que os estudantes aprendem na escola não passa de fantasia, pois não se verifica sua utilidade no cotidiano. O currículo precisa ter em conta uma educação para o trabalho e para o dia a dia.

Vídeo: O discernimento e o autogoverno

             Para que possamos governar a nós próprios, precisamos confiar no discernimento pessoal, o guia instintivo e, portanto, natural (e intransferível) que mostra como as coisas são para nós, nos permite avaliar, selecionar e tomar as decisões mais acertadas para nossa vida.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Vídeo: Por uma reforma liberal do ensino (por dentro do livro)



                As ideias pedagógicas que orientam a Educação pública do país têm um viés comum: anulam o discernimento do estudante, impondo um racionalismo de verdades politicamente corretas; negam a liberdade individual, impondo o autossacrifício em prol de um projeto coletivo de sociedade; negam o direito à realização pessoal, ao impor a responsabilidade de se “salvar” o meio ambiente, com um discurso ecofundamentalista, e ao cobrar obrigação social de uns para com os outros, com a doutrina do “senso crítico”, como forma de levar à resolução dos problemas sociais; usurpam o valor da família como o verdadeiro ministro e doutor da educação, credenciando a escola como instituição de superioridade moral-educativa; e tratam o estudante como sujeito passivo às situações que vive, com uma Psicologia vitimista que anula a vocação emancipadora a que ele está destinado, negando o autoempodeiramento e a autorresponsabilidade, necessários ao fortalecimento da sua confiança para viver as experiências da vida, isso só para citar alguns exemplos.
                Uma reforma liberal do ensino poderia rever essa pregação coletivista, socialista, vitimista e ecofundamentalista, focando o discernimento como o verdadeiro guia da vida do estudante, lembrando-o do quanto ele é livre para viver sua vida e para realizar seu projeto pessoal de vida e de que a coletividade precisa ser o resultado natural das buscas de cada um, não um fim a que se deva buscar. Essa reforma faria da escola um ambiente propício à aprendizagem estritamente ligada ao trabalho e à preparação para a vida social, com atividades de estímulo ao desenvolvimento de talentos e de habilidades artísticas e esportivas, e de formação profissional, comercial e empreendedora. Uma reforma liberal do ensino devolveria à família o papel de verdadeiro doutor pedagógico para a educação de seus filhos e poria um fim à doutrinação a que assistimos nos dias de hoje.

Discernimento versus ensinamento

  Se somos seres que têm dependência de aprender a linguagem, os cálculos e as ferramentas para o trabalho, o mesmo não vale sobre como viver a vida. Para isso, somos dotados de um mecanismo natural e instintivo, o discernimento. Querer ensinar as pessoas sobre como viver a vida só poderá resultar em "cegueira" nessa matéria, pois a verdadeira luz é o discernimento.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Vídeo: Bem comum e bem individual

          A busca do bem comum é sempre defendida como o caminho para uma sociedade em que as coisas sejam feitas para a harmonia social. Ocorre que buscar o bem comum como um fim em si mesmo ou como causa das ações é muito prejudicial à individualidade, à liberdade individual e ao verdadeiro bem, que é o bem individual. O que precisa ser valorizado é exatamente esse bem, como causa das ações, de forma que o bem comum seja a consequência de interesses mútuos e de ações baseadas no interesse pessoal.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Vídeo: Guia Politicamente Incorreto sobre o que se Aprende na Escola (por dentro do livro)



              Você acredita que os grandes empreendedores, os inventores e os cientistas é que devem ser admirados como exemplo na escola ao invés de líderes sociais e políticos da História? Acredita que o Capitalismo é que reduziu a pobreza, e não os Prêmios Nobel da Paz? E que foi a Revolução Industrial que reduziu a fome no mundo e acabou com a escravidão, e não a benevolência dos homens? Você cuida primeiro de arrumar o seu quarto antes de pensar em salvar o mundo? Gosta de se expressar de forma espontânea ou aceita um monte de clichês e termos que lhe cobram para que você seja aceito nos grupos? Você tem um projeto pessoal de vida ou um projeto para o mundo? Você gosta de ver as coisas a partir do seu discernimento ou gosta de ver o mundo a partir das ideologias dos outros? Aceita as coisas como elas são e foca seus objetivos de vida ou está o tempo todo atento aos problemas para tornar o mundo um lugar melhor? Acredita que qualidades individuais, como coragem, determinação, autoconfiança, autorrespeito e integridade é que o levarão mais longe na vida ou busca ser um aluno nota dez nas disciplinas curriculares? Sua política de progresso pessoal de vida baseia-se no esforço, na liberdade de criar e no mérito ou você defende políticas compensatórias para grupos ditos minoritários? Você realmente acredita que o ser humano é livre ou aceita qualquer tipo de autossacrifício ou imposição de obrigação social por parte do Estado ou das pessoas sobre você?
            Se você se encaixou na primeira premissa de cada pergunta, ótimo. Significa que você faz parte do grupo das pessoas politicamente incorretas quando se trata do que se aprende na escola. Bem-vindo. Acho que esse livro vai dialogar bastante com você.

Vídeo: A psicologia vitimista no pacote da doutrinação escolar

              No rol do pacote da doutrinação escolar está a psicologia vitimista que também enviesa as discussões dos temas tratados na escola. Os estudantes aprendem que são vítimas de um sistema e que nada podem fazer para que sua vida avance, afinal de contas, uma vítima nada pode fazer. Falta à escola o que eu chamo de psicologia da autorresponsabilidade, que tenha em conta estimular os estudantes a perceberem o quanto são responsáveis (não culpados!) por fazerem suas vidas avançarem, ao invés de passarem toda a vida transferindo essa responsabilidade aos outros.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Vídeo: Trailer do canal no Youtube

           Um indivíduo dono do próprio destino, desobrigado de qualquer autossacrifício em prol do mundo, livre para realizar seu projeto de vida, ciente de sua autonomia e independência como vocação emancipatória e apoiado em seu discernimento como verdadeiro guia da sua vida. Uma educação verdadeiramente alicerçada na liberdade.

Vídeo: Autorresponsabilidade

          Mesmo o liberal ou libertário mais convicto não está isento de cair na armadilha dos coletivistas ao formular soluções para questões sociais, como é o caso da desigualdade social e da pobreza. O problema é que ações baseadas em planejamento centralizado possuem uma natureza intervencionista e antilibertária. A pergunta dos que amam a liberdade poderia ser: como alguém pode fazer para sair de uma situação precária para conseguir uma condição melhor de vida? Qualquer solução coletivista é antiliberal.

Livro: Pedagogia liberal


O livro propõe uma pedagogia que pense a liberdade como partida e chegada da educação escolar. Centrada no indivíduo, “Pedagogia liberal” traz a importância da valorização do discernimento dele por oposição à doutrinação; da valorização dos instintos de autoproteção, autopreservação e autorrealização por oposição a racionalismos que destroem a coragem, a vontade e o desejo de busca da felicidade; marca que os verdadeiros educadores e ministros da educação são os pais; que a escola deve ser "mínima" ou não intervencionista, no sentido de se limitar aos conteúdos para o trabalho e a vida em sociedade, ao invés de se intrometer em temas de foro íntimo ou familiar; traz a necessidade de um viés liberal para a leitura de mundo; chama a atenção para a importância de um currículo pragmático; para a importância de uma educação para os direitos naturais, para a liberdade, para a autoafetividade, para o sentido de realização pessoal, em que aprender seja apenas meio, de forma que o fim seja realizar objetivos pessoais de vida.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Vídeo: Inclusão social ou autoinclusão?

          A solução para incluir pessoas economicamente desfavorecidas na sociedade pode ter uma aparência humanitária, todavia a concretização disso exige estado intervencionista, criação de leis injustas e transferência de recursos de uns aos outros. Há uma forma para resolver esse problema e esta, sim, é baseada na liberdade, que é a autoinclusão: é a pessoa se perceber como o agente responsável por criar as condições para que sua vida avance. Essa é a garantia de uma sociedade livre e o caminho que fortalece o discurso da emancipação e da autonomia, que são apagadas quando há intervenção pessoal e estatal e se transformam em falácia.