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Você
acredita que os grandes empreendedores, os inventores e os cientistas é que
devem ser admirados como exemplo na escola ao invés de líderes sociais e políticos
da História? Acredita que o Capitalismo é que reduziu a pobreza, e não os Prêmios
Nobel da Paz? E que foi a Revolução Industrial que reduziu a fome no mundo e
acabou com a escravidão, e não a benevolência dos homens? Você cuida primeiro
de arrumar o seu quarto antes de pensar em salvar o mundo? Gosta de se
expressar de forma espontânea ou aceita um monte de clichês e termos que lhe
cobram para que você seja aceito nos grupos? Você tem um projeto pessoal de
vida ou um projeto para o mundo? Você gosta de ver as coisas a partir do seu
discernimento ou gosta de ver o mundo a partir das ideologias dos outros? Aceita
as coisas como elas são e foca seus objetivos de vida ou está o tempo todo
atento aos problemas para tornar o mundo um lugar melhor? Acredita que
qualidades individuais, como coragem, determinação, autoconfiança, autorrespeito
e integridade é que o levarão mais longe na vida ou busca ser um aluno nota dez
nas disciplinas curriculares? Sua política de progresso pessoal de vida baseia-se
no esforço, na liberdade de criar e no mérito ou você defende políticas
compensatórias para grupos ditos minoritários? Você realmente acredita que o
ser humano é livre ou aceita qualquer tipo de autossacrifício ou imposição de
obrigação social por parte do Estado ou das pessoas sobre você?
Se
você se encaixou na primeira premissa de cada pergunta, ótimo. Significa que
você faz parte do grupo das pessoas politicamente incorretas quando se trata do
que se aprende na escola. Bem-vindo. Acho que esse livro vai dialogar bastante
com você.
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A escola pública brasileira de nossos dias é um local de doutrinação ideológica, que busca incutir na cabeça dos estudantes valores socialistas, como o desprezo às liberdades individuais em nome da coletividade, a aversão ao livre mercado e à livre iniciativa, bem como à propriedade privada, fomentando, além disso, vários debates estimuladores de conflitos, como os sobre questões étnico-raciais e sobre minorias consideradas desfavorecidas, além de outras discussões de fórum íntimo, como é o caso da sexualidade. E uma das maiores atrocidades que ela comete é o sufocamento da individualidade com propostas como a autoanulação em prol do pensamento coletivo, impondo, inclusive, uma militância de autossacrifício, para levar a sociedade a uma suposta igualdade e justiça. Some-se a isso a imposição de uma Psicologia vitimista que, ao invés de levar à autonomia, condena à dependência por desconsiderar o autoempodeiramento e a vocação à emancipação a qual estamos destinados.
Uma escola orientada por valores liberais, ao estimular a individualidade e a autorresponsabilidade, pode devolver a muitos estudantes que têm projetos pessoais de vida a confiança necessária para se perceberem como donos do próprio destino e livres de qualquer dogma de autossacrifício, para realizarem seus objetivos de vida.
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Os educadores brasileiros elegeram Paulo Freire como
patrono da Educação e jamais se inquietaram com sua profunda admiração por
líderes comunistas, como Che Guevara, Fidel Castro e Lenin, nem com sua
orientação pedagógica de viés marxista. Na realidade, esta eleição a Freire está
relacionada à formação de tendência socialista, que é a predominante nas
universidades e, no caso da Pedagogia, é a única com a qual os estudantes têm
contato.
As
ideias de Paulo Freire doutrinam professores e estudantes há décadas e são
tidas como o que há de excelência em Educação. A sociedade brasileira jamais se
importou, por exemplo, com o fato de que o pensamento freiriano, da forma como
trata o tema da opressão, e por basear-se na admiração de líderes socialistas e
nas ideias marxistas, estimula o ódio aos ricos, à riqueza, às liberdades
individuais e à propriedade privada, tratando o indivíduo como vítima do
processo histórico, e não como alguém capaz de construir o próprio destino.
O
discurso freiriano, presente na “Pedagogia do oprimido”, encanta o ingênuo e o
sem esclarecimento, no que tange ao tratamento dado à opressão sofrida pelo
indivíduo sob a tutela do Estado mercantilista, intervencionista e oligárquico,
como o que temos historicamente no Brasil. Embora a crítica a esse Estado seja
correta, já que ele é realmente um ente controlador e inimigo da liberdade e do
crescimento pessoal, a solução apontada é pior do que a atual, pois a saída —,
que poderia advir com uma proposta de um Estado liberal, que aceitasse o
indivíduo como o governo da própria vida e o agente mais interessado e
capacitado a atender às próprias necessidades ou, ainda, com a defesa do fim do
Estado e a garantia de livre mercado e de relações espontâneas entre as pessoas
(anarcocapitalismo) —, é defendida por Freire por meio de uma Revolução, a
partir da escola, para levar à construção de um novo Estado, o Socialista,
baseado nas experiências soviética, cubana e nas ideias de Marx. E sua
“Pedagogia da autonomia” vai pelo mesmo caminho, pois, por detrás da evocação
da independência como condição humana a ser alcançada, revela um nítido
interesse de que o estudante use esse qualificador como práxis para lutar como
um ativista político em defesa da justiça social, numa clara transgressão do
que seja a autonomia como o direito de governar-se a si mesmo com plena
liberdade de buscar a realização individual.
Creio
que a orientação da Educação baseada em pedagogias como esta é um atentado
contra a subjetividade e o individualismo de muitos estudantes interessados em
empreender, em trabalhar em uma profissão ou simplesmente em viver alienado
desse esquerdismo hegemônico.
A
proposta deste livro é continuar a discussão já iniciada em "Guia
Politicamente Incorreto sobre o que se Aprende na Escola", o primeiro
desta série, apresentando outro lado de opinião que não circula nos ambientes
escolares de educação básica nem universitária.
O
viés de pedagogia liberal que aqui é proposto coloca o indivíduo como agente do
próprio destino e como o responsável por dar a si o melhor da vida, a fim de
que ele pare de esperar que circunstâncias sejam construídas por meio de lutas
políticas ou que o Estado atenda os seus interesses. Por meio da criação de um
alterego, um pedagogo liberal, propõe-se um debate com as ideias freirianas,
mostrando que há outro jeito de pensar a Educação, em que a liberdade não seja
apenas uma palavra retórica e pintada com sofismas ideológicos, mas o princípio
e o fim do processo educacional, pois verdadeiramente livre é aquele que possa
viver desobrigado de qualquer autossacrifício em prol de causas sociais, como o
discurso socialista da igualdade e da “consertação” dos problemas do mundo quer
impor, mas com o direito natural de viver um projeto pessoal de vida.
A
escola sob a ótica liberal não aceita as intervenções da escola socialista e
coletivista de nossos dias, que se impõe contra os valores da família e contra
a subjetividade e a liberdade dos estudantes.
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A escola pública brasileira de nossos dias é um local de doutrinação ideológica, que busca incutir na cabeça dos estudantes valores socialistas, como o desprezo às liberdades individuais em nome da coletividade, a aversão ao livre mercado e à livre iniciativa, bem como à propriedade privada, fomentando, além disso, vários debates estimuladores de conflitos, como os sobre questões étnico-raciais e sobre minorias consideradas desfavorecidas, além de outras discussões de fórum íntimo, como é o caso da sexualidade. E uma das maiores atrocidades que ela comete é o sufocamento da individualidade com propostas como a autoanulação em prol do pensamento coletivo, impondo, inclusive, uma militância de autossacrifício, para levar a sociedade a uma suposta igualdade e justiça. Some-se a isso a imposição de uma Psicologia vitimista que, ao invés de levar à autonomia, condena à dependência por desconsiderar o autoempodeiramento e a vocação à emancipação a qual estamos destinados.
Uma escola orientada por valores liberais, ao estimular a individualidade e a autorresponsabilidade, pode devolver a muitos estudantes que têm projetos pessoais de vida a confiança necessária para se perceberem como donos do próprio destino e livres de qualquer dogma de autossacrifício, para realizarem seus objetivos de vida.
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