Desde
criança, passando pela adolescência e chegando à vida adulta, somos movidos por
inúmeros sonhos. Nem sempre temos claro que, para que as coisas aconteçam,
precisamos iniciar uma marcha na direção deles e muito menos de que as coisas
que pensamos sobre nós próprios e sobre a vida podem ser catapultas ou
obstáculos na concretização de muitos deles. Nesse sentido, qual a
interferência da escola em nossa vida?
Ela
seria positiva se o ensino se constituísse em um trabalho com atividades que
favorecessem o desenvolvimento de habilidades fundamentais para a vida, como a
linguística, o cálculo, as noções básicas do mundo, esportes, tecnologias e
matérias também do mundo real, como finanças, comércio e negócios, mas,
principalmente, se a escola não doutrinasse os estudantes com ideias contrárias
à natureza humana e aos valores da liberdade.
O
problema é que isso é posto de lado em nome de uma educação que supostamente humaniza,
que faça dos estudantes militantes em prol da luta por um mundo melhor, pela
justiça e pela igualdade social. Como resultado, eles aprendem, desde cedo, a
se abandonar para salvar o mundo e, no pacote desse estímulo espartano, vem uma
série de doutrinas e conceitos distorcidos da realidade que tende a confundir
sua cabeça e pode levar muitos a se perderem.
Você
não precisa de muito esforço para se lembrar de que, nessa escola, provavelmente
aprendeu muitas coisas que podem estar atrapalhando sua vida: você tem
obrigações sociais ou é livre de verdade para viver? Você deve se orientar
pelas ideias dos outros ou seguir sua intuição e seu discernimento? O
Capitalismo e a Revolução Industrial são dois vilões ou os responsáveis pela
melhoria nas condições de vida das pessoas em todo o mundo? A educação deve
domesticar as pessoas para a paz ou deve respeitar os instintos de autoproteção
de cada um? Os estudantes devem intervir na sociedade para melhorar as coisas
ou devem oferecer essa melhora por meio do trabalho, de inventos, de tecnologia
e de serviços? Os estudantes precisam aprender ética e valores ou devem ter
seus valores pessoais respeitados? Precisam ser estimulados a lutar para
construir uma sociedade justa e perfeita ou devem ser respeitados nas suas
buscas pessoais, entendendo que cada um é responsável pela própria vida? Devem
aprender a se colocar no lugar do outro ou devem ser respeitados para que fiquem
consigo mesmos? Devem ser educados a viver para aprender ou a viver para se
realizar?
Esses
são alguns pontos discutidos neste livro, que procura demonstrar o quanto essa
educação falha com estudantes que têm um ímpeto de realizar um projeto pessoal
de vida, mas são esmagados por uma escola coletivista que massacra qualquer
ideia de individualidade e de subjetividade em nome de uma política de salvação
do mundo.

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