“Pedagogia
do Indivíduo” opõe-se às pedagogias que, em cem por cento dos casos, têm uma
concepção coletivista de pensar a educação, o que fatalmente recai na formação
de pessoas condicionadas à servidão social, que aceitam se anular em prol do
bem comum, sacrificando-se, ou seja, aceitando ser um meio (objeto) para a
realização das utopias de grupos dominantes.
Ao
contrário dessa linha, o livro mostra a importância de se conceber o indivíduo
como um fim em si mesmo, o que significa retirar dele qualquer cobrança de
autossacrifício em prol do mundo ou qualquer estímulo à militância em prol da
justiça social e de ações ambientalistas.
Opõe-se:
à educação controlada pelo Ministério da Educação, de natureza padronizada e
inflexível; à ideia de bem comum; à doutrinação ética, moral, política e
religiosa; à ideia de uma escola maior do que a família e o estudante; à defesa
de utopias seja de direita ou de esquerda que justificam ensinamentos para que
a sociedade “dê certo”; e à análise das questões e problemas por meio de um
viés coletivista; e defende, no seu lugar: a Educação como um serviço demandado
pelas famílias, com formas alternativas e criativas para serem oferecidas de
acordo com o interesses delas; o bem individual acima de qualquer coisa com
limite único e exclusivo na vida, liberdade e propriedade do outro; o uso do
discernimento como verdadeiro guia da vida; a defesa dos pais como os
verdadeiros educadores porque têm a seu favor a vocação natural, da qual os
instintos e o discernimento são exemplos; a aceitação da realidade externa ao
indivíduo, com total ênfase nos cuidados pessoais, com o argumento de que a
melhoria da realidade advém das trocas voluntárias, do comércio, dos inventos, das
tecnologias, em fim, por meio do livre mercado; por fim, a favor de um viés
individualista na análise das questões.
Trata-se de uma pedagogia que vai pela contramão do que
existe em matéria de educação dentro e fora do Brasil.

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