“Pedagogia libertária” defende uma educação centrada
no aluno como um fim em si mesmo, orientada por um viés individualista, com
defesa do livre mercado e do seu papel na construção da riqueza, valorizando a
educação como serviço baseado nas aspirações dos estudantes sob os cuidados de seus
pais, e com a defesa do discernimento como o guia da vida, e dos instintos
materno e paterno como os verdadeiros condutores na educação do filho.
O livro opõe-se às pedagogias que, em cem por cento,
têm uma natureza coletivista; são anticapitalistas, invasivas aos valores
familiares e individuais e, além disso, cobram autossacrifício do estudante,
transformando-o em justiceiro social e em ativista ambiental.
“Pedagogia libertária” rejeita o
controle estatal da educação, pois seu órgão regulador, o Ministério da
Educação, faz a má ação de impedir formas criativas de serviço para suprir a
demanda de cada um dos estudantes e de suas famílias. De maneira arrogante, achando que tem o
cálculo pedagógico, impõe um currículo padronizado para todos por meio de uma
educação compulsória, sob a ameaça aos pais que se negarem a passar por ele .
O livro critica o desrespeito aos valores das
famílias e do aluno (sexualidade, ética, moral e religião), haja vista que grupos
corporativistas se infiltram no Estado para impor suas fantasias e preferências
ideológicas para que os pais aceitem como verdade.
Finalmente, cobra a liberdade em
educação, de forma que tudo parta e termine no estudante: escola é serviço;
educação é serviço; e ninguém mais do que o aluno e seus pais sabem o que é
melhor para si e são esses que devem ter o controle do que precisam aprender,
do que querem desenvolver e aonde querem chegar. São eles que têm o direito de
escolher que currículo querem a partir dos inúmeros que poderiam surgir se
houvesse livre mercado em educação.
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