sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Vídeo: Por que não Acredito nessa Educação (por dentro do livro)


            Esse sistema de educação agride o discernimento dos estudantes com as doutrinações que impõe. Anula também o individualismo deles com propostas coletivistas, com ideias como bem comum e bem social, o que usurpa as liberdades individuais e o verdadeiro bem, que é o bem individual. Destrói também a subjetividade dos estudantes com propostas de autossacrifício na luta por um mundo melhor. Ameaça constantemente a liberdade individual com propostas de intervenção social, fazendo-os crer que são responsáveis pelo mundo, pelas outras pessoas e, portanto, devem se abandonar, devem abandonar o seu projeto pessoal de vida. Além disso, esse sistema desvaloriza o papel da família na educação dos filhos; desconsidera que ela é a mais interessada e a mais capacitada na educação dos filhos porque tem a seu favor os instintos naturais, a intuição e o discernimento e, portanto, ela é muito mais capacitada a educar seus filhos do que qualquer pedagogo, doutor em educação ou ministro da educação. Esse sistema atual de educação ainda pratica um moralismo que desconsidera a medida do que cada um é. Além disso, ele destrói o processo de emancipação dos estudantes uma vez que age contra os mecanismos naturais e instintivos de autoproteção, autopreservação, autorrealização, autonomia e capacidade de cuidar de si próprio, já que ele cria obrigações nos estudantes, o que só mostra que os que o controlam não acreditam que cada um é dotado de capacidades naturais de cuidar de si e, portanto, um precisa fazer a parte do outro, o que traz como consequência para a vida desse outro a crença de que ele não é capaz de cuidar de si, ou seja, depende de alguém; e à pessoa que estende a mão acaba se autoabandonando. O resultado é que ninguém cuida de ninguém e muitos deixam de cuidar de si, ou seja, um autoabandono coletivo. Outra coisa muito grave é que os estudantes têm os seus instintos de autoproteção agredidos o tempo todo por ouvirem ideias fantasiosas de melhoria do mundo e do homem, o que baixa suas defesas, deixando-os vulneráveis a serem violentados pelos outros. Aliás, esse sistema de educação, ao invés de defender os direitos naturais, como a vida, a liberdade e a propriedade privada, na verdade, está o tempo todo colocando na cabeça das pessoas ideias de vitimização ou de falsa compaixão, no sentido de que justifica que aquele que violentou a vida do outro e que tirou do outro faz isso porque é um desfavorecido socialmente, o que acaba deturpando a ideia de direitos naturais. E ainda, nessa linha, esse sistema de educação cria pessoas vitimistas ao invés de pessoas responsáveis por si mesmas. Colocam na cabeça dos estudantes que o que ocorre com eles é por culpa do sistema, do capitalismo, da ordem de coisas. E, claro, uma vítima não pode fazer nada para se defender, para melhorar a própria vida, para levar sua vida adiante; a única coisa que ela pode fazer é lamentar, o que é algo absolutamente abominável, pois apenas quando o indivíduo percebe o quanto é responsável por si (responsável, não culpado!), o quanto ele é dotado de características naturais de emancipação, de autoempodeiramento, é que pode passar por uma transformação interior, de forma que ele se capacite ou empodere para conseguir realizar as coisas que são importantes para sua vida e, antes de mais nada, para cuidar de si. Esse sitema de educação conspira contra os valores da sociedade de mercado; critica o lucro, a propriedade privada, a livre iniciativa, o empreendedorismo e, como consequência, vamos amargando o fato de que poderíamos ter mais liberdade comercial, mais oportunidade de trabalho e mais prosperidade e, ao invés disso, acabamos vendo a realizade que temos hoje. Outra coisa que causa desgosto na educação que está aí é o fato de que os estudantes recebem uma leitura socialista e baseada em uma psicologia vitimista em termos da compreensão do mundo; não chega para eles uma leitura liberal, no sentido de perceber o quanto um mundo mais livre seria melhor e o quanto as pessoas deveriam se ver como responsáveis pela própria vida e não como vítimas. E um outro problema dessa educação é que o seu currículo é antipragmático. E o problema é que, para se solucionar isso, fica-se o tempo todo em laboratórios e em pesquisas de universidades, tentando chegar a um currículo ideal, quando, na realidade, a melhor saída seria a existência de um currículo livre, sem a tutela do Ministério da Educação, que cada escola pudesse oferecer currículos diferentes, e que cada família pudesse escolher a escola A, B, C ou D, de acordo com o que estivesse em harmonia com a vocação e aspiração de seu filho.

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